Radicalização é uma questão política e econômica mundial. O centro ideológico e político, a social-democracia, os setores que buscam um mercado com economia vibrante ao mesmo tempo que os indivíduos são valorizados e as minorias são protegidas, vai sendo abandonado. Pior ainda, começa a ser visto pelos extremos como parte do extremo oposto, ou como comunistas ou como neo-con/neoliberais. Do fenômeno do alt-right à explosão do terrorismo internacional após a Guerra do Iraque, dos movimentos neo-nazistas europeus às experiências radicais de renda básica universal na Finlândia e a disposição praticamente ilimitada do governo canadense em receber imigrantes, o cenário mundial parece ser composto de forças opostas, cujo equilíbrio precário é mantido apenas pelas tremendas pressões colocadas de lado a lado. No Brasil, a questão se torna ainda mais complexa pela proximidade da eleição, e eventos recentes exacerbam o problema. Externamente, eleições de fig...
Pensamentos escritos para não serem perdidos