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Vingadores: Guerra Infinita quebra recordes, calculadoras, concorrência, e cara dos críticos


Filme cria escassez de lugares onde esconder a fuça para quem apostou em decepção. 
     Os últimos anos no conturbado mundo dos filmes de super heróis recompensou as apostas em novidades. Deadpool, da Marvel no estúdio FOX ganhou muito dinheiro sendo o primeiro a apresentar dentro do formato uma comédia adulta, com muitos palavrões, sexo e violência gratuita. Depois foi a vez de Mulher Maravilha se destacar nas bilheterias, sendo o primeiro filme baseado em quadrinhos, com uma mulher no papel principal e outra na direção. Ainda este ano, Pantera Negra se tornou o filme mais assistido na categoria, apostando num elenco 99% negro, contando uma história sobre um reino africano e com uma mensagem marcadamente preocupada com questões étnicas.




      Filmes com propostas mais conservadoras ficaram pra trás, mas o problema real são as expectativas. Capitão América: Guerra Civil, visto como um tipo de Vingadores Diet, quando não conseguiu passar da marca dos U$179 milhões no seu primeiro final de semana nas telas, foi recebido como um fracasso. Vingadores: Era de Ultron decepcionou imediatamente quando abriu com U$191 milhões, já que se esperava que chegasse com facilidade aos $225 milhões em três dias de exibição. Na concorrência, a DC/Warner Bros., Batman vs. Superman não conseguiu capitalizar com os dois maiores nomes do universo dos super heróis, com uma bilheteria na estréia de U$166 milhões, e depois a Liga da Justiça não conseguiu chegar nem a U$100 milhões no primeiro final de semana em cartaz.

      E aí muita, mas muita gente instruída, educada, com experiência no mercado, todo mundo de calculadora na mão, achou que Vingadores: Guerra Infinita teria uma relação com Pantera Negra parecida com a relação de Liga da Justiça com Mulher Maravilha. Acharam que a proposta mais conservadora e a fatiga da audiência com os espetáculos de efeitos especiais de computação gráfica resultariam numa bilheteria menor. Que o desgaste do gênero e a história complicada com muitos personagens deixaria o público confuso e os cinemas, vazios. As apostas estavam, dizendo-se otimistas, numa estréia na casa dos U$184 milhões e podendo chegar a um total doméstico de U$447 milhões nos EUA. Uma grande parte da imprensa especializada achou isso mesmo.

      Diretores como o aclamado James Cameron, jornalistas como Scott Mendelson, da revista Forbes, e incontáveis fãs da DC (os Snyderbronies, fiéis do diretor Zack Snyder), que davam como certo o desgaste do gênero e um possível fracasso como precursor de uma derrocada dos super heróis nas telonas mundiais podem começar a pagar as prestações das camisas de força, pois foram provados loucos. 

      Vingadores: Guerra Infinita estreou com acachapantes U$257,6 milhões nas bilheterias norte-americanas. Já está com $627 milhões, segundo o site boxofficemojo.com, e arrecadou mais do que o dobro disso no resto do mundo, colocando o total em quase dois bilhões de dólares. Mantendo um ritmo semelhante ao de Pantera Negra, chegou à arrecadação esperada de $447milhões em 10 dias. Se continuar assim, vai bater o total de bilheteria do super-herói africano da Marvel (o mais rentável da franquia) em outras 5 semanas, chegando a $698 milhões no mercado norte-americano 5 semanas mais rápido do que o segundo colocado.Mais impressionante, deve chegar ao top 30 dentre os filmes com maior arrecadação da história levando em consideração o reajuste da inflação e valor da moeda, ultrapassando clássicos como Mary Poppins, Grease e o primeiro filme dos Vingadores, ficando logo atrás de Forrest Gump e o primeiro O Poderoso Chefão.

     A competição histórica entre as duas editoras de quadrinhos realmente não foi bem traduzida para os cinemas. A Marvel continua demonstrando que entende o que as audiências em geral e os fãs de quadrinhos em especial querem ver. E os filmes de super heróis, como os próprios super heróis, parece que vão continuar a triunfar no final.

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